Sexta, 19 de dezembro de 2014
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Políticas
13.02.2012
Jovens realizam pesquisa e ajudam a melhorar Campanha de Entrega Voluntária de Armas e Munições
Natasha Pitts
Adital

Entre os meses de março e junho de 2011, um grupo formado por dez adolescentes e jovens realizou uma Consulta Participativa na região de M'Boai Mirim, em São Paulo, sudeste brasileiro, buscando registrar as atitudes e informações dominadas pela população da região a respeito de armas de fogo, desarmamento voluntário e a Campanha de Entrega Voluntária de Armas e Munições.

A iniciativa faz parte do Plano de Controle de Armas da cidade de São Paulo, que é coordenado pelo Instituto Sou da Paz. O Instituto Esporte & Educação e o Grupo Articulador Jardim São Luís da Plataforma dos Centros Urbanos (Unicef) foram parceiros do trabalho e o Instituto Paulo Montenegro cooperou desenvolvendo a metodologia para a pesquisa.

O grupo entrevistou cerca de 300 pessoas com idade entre 13 e 65 anos, mas a faixa etária de 13 a 18 anos predominou (46%), já que boa parte das entrevistas foi feita em escolas. A proporção entre homens e mulheres consultados também foi igualitária. Foram entrevistadas pessoas de mais de 30 bairros.

De acordo Alice Ribeiro, coordenadora da Área de Controle de Armas do Sou da Paz, os dez adolescentes e jovens foram formados em instrumentos de realização de pesquisas e receberam capacitação sobre temas como armas de fogo, desarmamento voluntário e Campanha de Entrega Voluntária de Armas e Munições.

Alice acrescentou que a pesquisa trouxe informações relevantes que precisam ser ressaltadas na Campanha de Entrega Voluntária de Armas.

"A pesquisa mostrou que precisamos ressaltar para a pessoa que entrega a arma que ela não precisa se identificar, não vai ser presa ou punida, que há um ressarcimento e que a arma entregue será destruída pelo Exército. Essas informações serão usadas para aprimorar a Campanha de Desarmamento”, explica.

No início de fevereiro, dia 3, os jovens pesquisadores apresentaram os resultados coletados para os parceiros do Plano de Controle de Armas da Cidade de São Paulo em um encontro na sede do Sou da Paz. Segundo Alice, estes resultados ainda serão apresentados na região onde foi feita a pesquisa e também há a intenção de mostrá-lo aos responsáveis pela criação de políticas públicas.

Os jovens que realizaram a Consulta Participativa se tornaram Embaixadores Mirins contra as armas e em favor do desarmamento, o que, segundo Alice, "confere a eles propriedade para passar informações e disseminá-las de forma qualificada”.

Resultados

A respeito dos dados coletados, podemos destacar a percepção geral da violência, referente à sensação de segurança na região do M'Boi Mirim. Em escala de 1 a 10, a média foi 5,1, ou seja, a sensação de segurança é definida como regular.

Outro resultado apurado foi o de que os entrevistados têm uma relação boa ou regular com o local onde moram, que quer dizer que gostam do local onde moram e sentem-se seguros em suas casas. "A maior parte dos entrevistados sente-se relativamente bem quando vai a lugares públicos do bairro, ao mesmo tempo em que ao saírem sozinhos de casa a sensação é de média ou pouca segurança”, revela a pesquisa.

Os entrevistados também responderam questionamentos sobre o relacionamento com os agentes de segurança e afirmaram que a confiança na polícia é baixa.

Para ter acesso aos resultados da pesquisa na íntegra, clique aqui.

Natasha Pitts

Jornalista da Adital
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