Terça, 23 de setembro de 2014
Novo Doe
Boas Ideias em Comunicação
23.03.2009
Projeto 'Águas para a Vida' beneficia 19 familias em Caraúbas (RN)
Adital

Para garantir a segurança hídrica no semiárido brasileiro, a construção de cisternas de placa tem sido uma das soluções mais defendidas pela sociedade civil organizada. Simples e eficiente, a estrutura permite captar e armazenar água da chuva, garantindo o abastecimento no período de estiagem, que chega a durar oito meses.

O projeto “Águas para Vida”, aprovado junto ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB), viabilizou a construção de cisternas para atender 19 famílias da Associação de Desenvolvimento Agrário Sustentável Glênio Sá, em Caraúbas, município da região Oeste do Rio Grande do Norte (RN), a cerca de 300 km de Natal, capital do estado.

De acordo com o técnico, a iniciativa beneficia assentamentos atendidos pelo Programa Nacional do Credito Fundiário, que faz parte do Plano Nacional de Reforma Agrária do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). De acordo com o técnico, é uma forma de qualificar e complementar os investimentos feitos pelo programa do MDA na região do semiárido. “[O objetivo] é garantir uma melhoria na qualidade de vida, da saúde da população”, afirma.

O projeto foi selecionado pelo Programa de Apoio às Novas Tecnologias Sociais, que disponibiliza recursos do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci), administrado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do BNB. O edital é direcionado a empreendimentos que adotam princípios de sustentabilidade, participação comunitária e convivência solidária.

A proposta “Água para a Vida” foi feita pela associação e teve o apoio, para a elaboração, da organização Assessoria, Consultoria e Capacitação Técnica Orientada Sustentável (Atos). A entidade também ficou responsável pela capacitação em gerenciamento de recursos hídricos e pelo acompanhamento da construção das cisternas de placa no assentamento Glênio Sá. “Já foram concluídas as cisternas”, informa o técnico agrícola José Clementino de Oliveira, da Atos.

Embora estivessem previstas 19 cisternas, só foi necessário construir 16, já que três já haviam sido construídas antes mesmo do valor solicitado pelo projeto ser liberado. Com a demanda parcialmente atendida, sobrou parte do dinheiro já liberado pelo BNB. Por isso, em março deste ano, o conselho gestor do projeto, que tem a participação direta da comunidade, propôs ao banco a inclusão de um aditivo ao contrato assinado em 2008.

A mudança realocou o valor referente à construção de três cisternas para a instalação de um poço artesiano. “Só para adaptar, porque qualquer alteração tem que ser aprovada”, explica Clementino. Segundo ele, o poço também vai atender às 19 famílias com objetivo de assegurar o acesso à água potável para consumo humano – as famílias não devem utilizar a reserva na irrigação ou na lavagem de roupa e louças, por exemplo.

Após a formulação, aprovação e implementação do projeto, a Atos procura manter contato com a comunidade a partir de outros programas, como o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido: Uma Terra e Duas Águas (P1+2), desenvolvido pela Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), e o Projeto Dom Helder, do Governo Federal. “Mesmo depois da assistência técnica, a gente não perde o vínculo”, garante José Clementino.

Link permanente:
Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para:
Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil
Início
Adital na Rede
Artigos mais lidos (nos últimos 7 dias)
  1 2 3 4 5  
Notícias mais lidas (nos últimos 7 dias)
  1 2 3 4 5