Segunda, 20 de outubro de 2014
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Direitos Humanos
04.07.2013
Em caminhada, ativistas pedem a liberdade de Oscar López Rivera, o preso político mais antigo da América Latina
Tatiana Félix
Adital

Começou ontem (3) em Loíza, Porto Rico, a Caminhada pela Liberdade de Oscar López Rivera, uma iniciativa da Federação Universitária Pró-Independência (FUPI) que tem como objetivo levar a reivindicação da liberdade do preso político para comunidades mais marginalizadas. Durante o trajeto, que segue até o próximo dia 14 e terminará em San Sebastián, serão feitas apresentações artísticas e diálogos sobre a vida de Oscar López.

Em 29 de maio completou-se 32 anos que o ativista independentista porto-riquenho está preso nos Estados Unidos da América (EUA), caracterizando-o, assim, como o preso político mais antigo da América Latina. Na ocasião, a população porto-riquenha, dirigentes políticos e religiosos, organizações estudantis, ativistas de diversos países, artistas e outras centenas de pessoas realizaram atos pedindo a sua libertação.

Sobre Oscar López Rivera pesa a acusação de pertencer ao grupo independentista Forças Armadas de Liberação Nacional tendo sido condenado por conspiração sediciosa, ou seja, tentativa de derrubar o governo estadunidense em Porto Rico, já que, desde 1898 os Estados Unidos impõem sobre o país uma condição de colônia. Apesar da acusação contra Oscar, não há nenhuma prova que justifique sua prisão. Mesmo assim, sua sentença expirará somente em 2023.

No último dia 17 de junho, Clarisa López, filha única de Oscar, falou em uma sessão da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação de seu pai, em uma tentativa de sensibilizar o presidente estadunidense Barack Obama para as campanhas que pedem a libertação do lutador anticolonialista.

Oscar López Rivera nasceu no povoado de San Sebastián, em Porto Rico, mas na adolescência foi com seus pais viver em Chicago (EUA). Foi combatente na guerra do Vietnã, sendo condecorado por seu valor em combate. Sua experiência lhe despertou a consciência sobre a educação descolonizadora, a cultura e independência porto-riquenha e discriminação racial, temas pelos quais se tornou ativista quando regressou da guerra para Chicago. Em virtude de sua luta, foi capturado em 1981 e, assim como seus companheiros, declarou-se prisioneiro de guerra.

12 dos 32 anos em que está detido, Oscar passou em prisão solitária, saindo de sua cela apenas poucas horas por semana, e não podendo receber visitas. Conforme está documentado, sofreu tratamentos desumanos e degradantes, incluindo a negativa de receber assistência médica. Em 1999, recusou a proposta do governo estadunidense que concedia a anistia a ele sob a condição de que "se arrependesse” das ações cometidas.

Acompanhe a luta pela liberdade de Oscar López no facebook: https://www.facebook.com/32XOscar e também no site: http://www.libertadparaoscar.org/

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Tatiana Félix

Jornalista da Adital
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