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Artigos - Opinião
02.12.2011
[ Mundo ]
Vozes religiosas advogam pela justiça climática em Durban
CMI
Adital

Tradução: ADITAL


Jovens durante o encontro inter-religioso de Durban.
Foto:
Willemien Calitz

"Esse é o único lar que temos”, disse o arcebispo Desmond Tutu referindo-se à importância crucial de nosso planeta e sua sobrevivência, durante um encontro inter-religioso no qual se exortou à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática a chegar a um acordo justo, ambicioso e vinculante, que permita enfrentar eficazmente a mudança climática.

A 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (Cmnucc) começou no dia 28 de novembro de 2011, em Durban, África do Sul.

O encontro inter-religioso, celebrado no estádio de Kings Park, em 27 de novembro, foi o primeiro evento organizado em Durban pelas comunidades religiosas, que, há mais de um ano, preparam-se para a COP17.

"Temos fé!”, proclamou o bispo Geoff Davies, diretor do Instituto Meioambiental das Comunidades Religiosas da África meridional, um dos principais organizadores do encontro. "A África é um continente de fé e representantes de diversas tradições religiosas nos reunimos aqui para fazer um chamado moral e espiritual a favor de uma mudança de paradigma. Pedimos que se instaure a justiça climática, já!”, declarou Davies.

Durante o evento, o arcebispo Tutu também remeteu uma petição de apoio assinada por 200.000 pessoas, intitulada "Temos fé” à nova presidenta da COP17, Maite Nkoana-Mashabane, Ministra Sul-africana de Relações Internacionais e Cooperação, e também para Christiana Figueres, Secretária Executiva da Cmnucc.

Manifestando seu apoio ao documento, Mashabane disse: "Sua petição será levada a sério”, enquanto que Figueres alentou ao movimento religioso a "não perder a fé, nem a esperança”, sejam quais forem os resultados da COP17.

A petição, com ênfase na África, inspira-se na campanha "Justiça Climática Já”, na qual as Igrejas têm participado durante vários anos.

No encontro inter-religioso, dirigentes muçulmanos, judeus, cristãos e hindus (do movimento Brahma Kumaris) expressaram a preocupação comum com respeito ao cuidado da criação em uma perspectiva religiosa. Da mesma forma, artistas africanos de renome, tais como Gcina Mhlope e Ladysmith Black Mambaso renderam homenagem à Prêmio Nobel da Paz, Wangari Maathai, recentemente falecida, e interpretaram várias canções.

Mary Robinson, ex presidenta da Irlanda e antiga Alta Comissariada das Nações Unidas para os Direitos Humanos, também se dirigiu ao público9, fazendo um chamado a favor de que as questões relativas a gênero, à agricultura, aos direitos humanos e à justiça climática ocupem lugar central nas negociações da COP17.

O Secretário Geral do Conselho Mundial de Igrejas, Ver. Dr. Olav Fykse Tveit, também transmitiu suas saudações em nome das Igrejas, bem como uma mensagem contundente à Conferência de Durban, reclamando "Justiça Climática Já!”.

Ver a mensagem do Secretário Geral do CMI (vídeo em inglês).
Vídeo da reunião inter-religiosa, feito pelos participantes no curso de formação eco-justiça para os jovens, organizado pelo CMI e pela FLM, que coincide com a COP17.
Mensagem do Patriarca Ecumênico (pdf, em inglês).
Trabalho do CMI acerca do cuidado da criação e a justiça climática
Campanha "Justiça Climática Já"

CMI

Conselho Mundial de Igrejas
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