Sábado, 25 de outubro de 2014
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Ações pela vida
02.02.2009
Articulação latinoamericana de cultura e política é lançada no FSM 2009
Adital

Motivados pela imensa diversidade cultural da América Latina mais o anseio por mudanças nas questões políticas e sociais na região, há um ano, um grupo vem se organizando em rede com o objetivo de convergir esses dois pólos numa mesma ação. Assim nasceu a Articulação Latinoamericana Cultura e Política (Alacp), que foi lançada oficialmente na programação do Fórum Social Mundial 2009, que aconteceu até ontem (1º), em Belém (Pará).

A Articulação funciona através de uma plataforma virtual com vários colaboradores de diferentes países. A junção dessa idéias tem como primeiro fruto o evento que se realizou no Fórum. O ginásio na Universidade Rural do Para (UFRA) abrigou debates sobre a interação entre a cultura, direitos humanos e política; sociedade civil e sistemas políticos na América Latina; juventude e direitos humanos, entre outras. Assim, entram também na iniciativa grupos como o da Grande Marcha dos Munecoñes, grupo peruano artístico que trabalha com ação política e social junto a comunidades da periferia de Lima ou como o cantor Bruno Ciccaglione, italiano que coloca em suas canções a realidade do desemprego e trabalhos, além de outras intervenções artísticas.

Segundo Iara Pietricovsky, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) – do comitê executivo – o objetivo principal da Articulação é conectar as experiências dos movimentos sociais com as dos movimentos culturais e artísticos no sentido de disseminar as mensagens que se produzem dos movimentos alternativos ao movimento neoliberal na busca de maior compreensão por parte do público em geral.

“A gente tenta fazer isso através dos diálogos entre os movimentos sociais e culturais para que as pessoas compreendam não só pela via intelectual, mas pela via da emoção, por isso o teatro, a música, poesias, grafiteiros, arte popular, hip-hop, todos os veículos possíveis de linguagem que possam transmitir a necessidade de lutar pelos direitos”, afirmou.

Nessa cruzada, entram movimentos como o Sem-Terra, organizações não governamentais bolivianas, movimentos de mulheres, crianças e adolescentes, indígenas. “É muito amplo. A palavra chave, o nosso mantra é 'conectar' e amplificar nossas mensagens para toda a América Latina”.

A proposta é fazer uma extensa agenda até 2010, com acontecimentos em diferentes pontos da América Latina. O próximo grande passo seria fazer um evento de música e política na Bolívia, mas até lá deverão acontecer intervenções em outros países. “A gente quer fortalecer as nossas ideias alternativas que fazem do nosso continente muito especial em relação ao mundo”, disse.

Para saber mais:
www.culturaypolitica.com
http://alacp-formacion.culturayplotica.com

As matérias do projeto “Ações pela Vida” são produzidas com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade da CF2008.

Ana Rogéria, editora de Adital, de Belém (PA)

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