Sexta, 25 de julho de 2014
Artigos - Opinião
15.10.2008
Levanta-te e Atua! (17 de outubro, Dia Internacional de Erradicação da Pobreza)
Susana Merino
Adital

Tradução: ADITAL.

Este é o mês de Mobilização Internacional contra a Pobreza e a Desigualdade e todas as coalizões nacionais da Campanha Mundial de Ação contra a Pobreza levantarão sua voz contra a pobreza no dia 17 de outubro, Dia Internacional de Erradicação da Pobreza.

O Chamado Mundial à Ação contra a Pobreza (GCAP, por suas siglas em inglês) é uma aliança de movimentos da sociedade civil, ONGs internacionais, comunidades, organizações de mulheres, organizações religiosas, grupos de jovens, associações locais e ativistas que trabalham juntos em mais de cem coalizões e/ou plataformas. GCAP objetiva recordar aos líderes mundiais que devem cumprir sua promessa de acabar com a pobreza e a desigualdade.

Concretamente, GCAP exige soluções que abordem questões como a transparência e rendição de contas públicas, o bom governo, o cumprimento dos direitos humanos, um comércio justo, mais e melhor ajuda, o cancelamento da dívida externa, a igualdade entre os gêneros e os direitos das mulheres.

A Campanha do Milênio, das Nações Unidas foi criada em 2002 pelo Secretário Geral da ONU, Kofi Annan. Apóia os esforços dos cidadãos/ãs para que exijam a seus governos o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (OdM), adotados formalmente por 189 países em 2000.

Os Objetivos comprometem os países ricos e pobres a trabalhar juntos para: erradicar a pobreza e a fome, garantir que todas as crianças tenham acesso a uma educação fundamental completa, promover a igualdade de gênero, melhorar a saúde das mães e filhos, deter a propagação do HIV /AIDS, proteger o ambiente e criar uma aliança mundial para o desenvolvimento que garanta que os países ricos ajudem mais e melhor, alivie a carga da dívida e ofereça oportunidades comerciais aos países pobres.

Na Argentina, no marco da Campanha “Nenhum Lar Pobre na Argentina”, organizamos algumas ações de mobilização e chamamos à participação massiva e difusão.

Nossa Campanha se conformou em 2005, depois de que 189 países aprovaram nas Nações Unidas a Declaração do Milênio, para comprometer-se a terminar com a extrema pobreza e a fome antes de 2015.

Os Objetivos do Milênio, estabelecidos pela ONU são: Erradicar a pobreza e a fome; Educação fundamental universal; Promover o trabalho decente; Promover a equidade de gênero; Reduzir a mortalidade infantil; Reduzir a mortalidade materna; Combater a AIDS, a doença de Chagas, a tuberculose e outras enfermidades; Garantir um meio ambiente sustentável; Criar um pacto social para o desenvolvimento.

Sem deixar de reconhecer as limitações dos OdM e das Metas que estão longe de garantir uma sociedade mais justa e igualitária, e reconhecendo que os Objetivos são mínimos e seria impossível exigir menos, as organizações comprometidas com o “Chamado Mundial à Ação contra a Pobreza” consideramos que as Metas representam uma oportunidade para instalar esses temas no debate público e mobilizar a população e as organizações sociais para construir uma democracia mais plena e uma sociedade mais justa.

Em 25 de setembro, na Cúpula de Alto Nível sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que se realizou na sede da ONU, em Nova York, os líderes mundiais reuniram-se para revisar o progresso alcançado, identificar as deficiências e comprometer-se a realizar esforços, oferecer recursos e implementar mecanismos concretos para sanar ditas deficiências.

O Secretário Geral, Ban Ki-moon, disse: “Hoje fizemos algo especial. Reunimos uma ampla coalizão para a mudança”. A reunião “superou nossas expectativas mais otimistas”, declarou, assinalando que gerou um estimado de $16.000 milhões de dólares, incluídos uns $1.600 milhões de dólares para reforçar a segurança alimentar, mais de $4.500 milhões de dólares para a educação e $ 3.000 milhões de dólares para lutar contra a malária.

No entanto, temos que prestar atenção nos compromissos anunciados pelos líderes mundiais, já que estamos na metade do tempo destinado ao cumprimento dos OdM e todavia falta muito para alcançá-los e inúmeros países ainda não implementaram as medidas necessárias para cumprir suas promessas.

Em 2008, com os efeitos combinados da crise dos alimentos, a crise financeira e a mudança climática, sentindo-se especialmente entre as pessoas que vivem nos países mais pobres, a chamada à mobilização é todavia mais forte. Espera-se que 1% da população do mundo - 67 milhões de pessoas – “Levantem-se e Atuem”.

A iniciativa “Levanta-te e Atua” está organizada de maneira conjunta pelo Chamado Mundial à Ação contra a Pobreza e a Campanha do Milênio das Nações Unidas, que põem em marcha esta mobilização a cada ano, coincidindo com o Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza.

Esta atividade conjunta começou em 2006, e nesse ano 23 milhões de pessoas se mobilizaram contra a pobreza; em 2007 a cifra aumentou para 43 milhões. Em 2008 também milhões de pessoas se “Levantarão e Atuarão”. Os formatos de mobilização previstos vão desde iniciativas simples que cada um pode realizar em suas comunidades até a apresentação de petições políticas aos governos, inclusive através da Internet.

“De 17 a 19 outubro, os dirigentes do mundo escutarão diretamente de seus cidadãos/ãs que não estão dispostos a tolerar que 50.000 pessoas morram a cada dia por causas que podem ser prevenidas”, declarou Salil Shetty, Diretor da Campanha do Milênio. “Os líderes mundiais acabam de comprometer-se de novo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a partir desse momento os cidadãos/ãs vão exigir que tomem medidas urgentes para que cumpram suas promessas”.

No temos que resignar-nos e temos que unir forças para continuar lutando contra a pobreza e a desigualdade.

Podemos pensar. Podemos falar. Devemos atuar.

Participa dessa grande mobilização internacional e colabora com o recorde Guinness contra a pobreza!

[Enviado por Ecupres]

Susana Merino

Arquiteta argentina, editora do informativo semanal "El Grano de Arena", de ATTAC Internacional
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