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03.04.2008
Colômbia tem a maior taxa de desemprego da América Latina
Adital

No auge de uma crise em que o governo da Colômbia não se dispõe a fechar um acordo humanitário com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para a troca de reféns e presos políticos, setores da imprensa internacional tentaram desviar o foco negativo do presidente colombiano e divulgaram que o país tem média de crescimento econômico, de 7,52%, superior ao do resto da América Latina.

Mas há um problema: esse crescimento não se vê refletido em empregos para o povo. Dados divulgados pelo Instituto de Estudos Estratégicos Colômbia Plural revelaram que o país tem 12% de sua população economicamente ativa desempregada. É o maior índice da região, que tem média de 8,1%.

A Venezuela, segunda colocada, tem cerca de 10%, enquanto nos outros nove países do continente americano, analisados pela Bloomberg, a taxa é inferior a dois dígitos. No ano passado, houve uma queda no desemprego na região, o que permitiu esses números nos outros países. No Brasil, a taxa de desemprego registrada em fevereiro foi de 8,7%. Houve aumento em relação ao mês anterior.

No entanto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de ocupação no país subiu 3,6% na comparação interanual. No Equador e na Argentina, países com as mais baixas taxas de desemprego da América Latina, esse número é de 7,5%.

Já o Peru, no final do ano passado, teve uma taxa de desemprego de 9%, menor que a dos anos anteriores. A Guatemala tem uma das menores taxas de desocupação da América Latina. Dados do Ministério do Trabalho e Previsão Social, em fevereiro, apontaram 5,49% e quase a metade dos desempregados tem entre 31 e 50 anos.

Na Bolívia, o desemprego caiu de 8,1%, em 2006, para 7,7% no ano passado. O governo do presidente Evo Morales está investindo em programas para a criação de postos de trabalho. Para isso, criou o Plano Nacional de Emprego, que pretende criar por ano 90 mil postos de trabalho permanentes.

No momento, o Estado boliviano está trabalhando para criar cerca de 70 mil empregos fixos. Enquanto isso, no Chile, o governo se mostrou preocupado com o aumento do desemprego nos primeiros meses do ano, pois, justamente nesse período, o país costuma registrar suas mais baixas taxas.

É a época da colheita de frutas e há a contratação de mão de obra temporária. A taxa de desocupação chegou a 7,3%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas, mas o próprio instituto explicou que essa subida se deve ao aumento de 4,2% da força de trabalho. Atualmente, cerca de 526 mil chilenos não têm emprego.

Com informações repassadas pelo Instituto de Estudos Estratégicos Colômbia Plural

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